República Oligárquica (República Velha) - Política do Café com Leite: Questões de Vestibulares


1. (Cesgranrio) A identificação dos governos da República Velha com os interesses da economia cafeeira pode ser expressa pelo(a):
a) financiamento, através do Banco do Brasil, para o plantio de novas lavouras, no Encilhamento.
b) estatização das exportações, com o objetivo de garantir os preços, durante a Primeira Guerra Mundial.
c) adoção de uma política de valorização, reduzindo a oferta do produto, a partir do Convênio de Taubaté.
d) controle da mão-de-obra camponesa e apoio à imigração, com a Lei Adolfo Gordo.
e) isenção de tributos assegurada no programa de estabilização de Campos Sales.

2. (Fatec) "Cabo de enxada engrossa as mãos - o laço de couro cru, machado e foice também. Caneta e lápis são ferramentas muito delicadas. A lida é outra: labuta pesada, de sol a sol, nos campos e nos currais (...) Ler o quê? Escrever o quê? Mas agora é preciso: a eleição vem aí e o alistamento rende a estima do patrão, a gente vira pessoa."
                               (Palmério, Mario. VILA DOS CONFINS).

Com base no texto é correto afirmar que, na República velha,
a) o predomínio oligárquico, embora vinculado à manipulação do processo eleitoral, estava longe de estabelecer qualquer compromisso entre "patrão" e empregados.
b) a campanha eleitoral levada a cabo pelos chefes políticos locais visava a atingir, principalmente, os trabalhadores urbanos já alfabetizados e menos embrutecidos pela "labuta pesada".
c) a transformação operada no trabalhador durante o período eleitoral representava a marca de um sistema político que estendia o poder dos grandes proprietários rurais, dos "campos e currais", aos Municípios e, daí, à capital do Estado.
d) o predomínio oligárquico, baseado em favores pessoais, buscava, sobretudo, dissolver os focos de tensão social e oposição política, representados nas diversas formas de organização dos trabalhadores rurais naquele momento.
e) o período eleitoral era o único momento em que os chefes locais se voltavam para os seus subordinados, impondo-lhes seus candidatos e dispensando-os dos trabalhos que "engrossavam as mãos".

3. (Fuvest) O período de 1900 a 1930, identificado no processo histórico brasileiro como República Velha, teve por traço marcante:
a) o fortalecimento da burguesia mercantil, que se utilizou do Estado como instrumento coordenador do desenvolvimento.
b) a abertura para o capital estrangeiro, principal alavanca do rápido desenvolvimento da região amazônica.
c) a modificação da composição social dos grandes centros urbanos, com a transferência de mão-de-obra do Centro-Sul para áreas do Nordeste.
d) o pleno enquadramento do Brasil às exigências do capitalismo inglês, ao qual o país se mantinha cada vez mais atrelado.
e) o predomínio das oligarquias dos grandes Estados, que procuravam assegurar a supremacia do setor agrário-exportador.

4. (Fuvest) O desenvolvimento da cafeicultura no Brasil durante a República Velha (1889-1930) criou condições para a deflagração de um processo de industrialização na região Sudeste porque
a) a maior parte dos lucros provenientes da cafeicultura ficava nas mãos dos produtores nacionais, e era investida em atividades industriais.
b) os governos estaduais contraíam empréstimos no exterior para o financiamento da produção de café, mas investiam parte desses recursos nas indústrias de base.
c) os bancos brasileiros passaram a desenvolver programas de financiamento da indústria com o lucro obtido na comercialização do café que financiavam.
d) a exportação do café gerava superávits que o governo federal, através de incentivos fiscais, transferia do setor agrícola para o industrial.
e) a expansão econômica provocada pelo café contribuiu para a formação do mercado interno, e nos períodos de superprodução parte da mão-de-obra era transferida para a indústria.

5. (Fuvest) A Semana de Arte Moderna de 1922, que reuniu em São Paulo escritores e artistas, foi um movimento:
a) de renovação das formas de expressão com a introdução de modelos norte-americanos.
b) influenciado pelo cinema internacional e pelas ideias propagadas nas universidades de São Paulo e do Rio de Janeiro.
c) de contestação aos velhos padrões estéticos, às estruturas mentais tradicionais e um esforço de repensar a realidade brasileira.
d) desencadeado pelos regionalismos nordestino e gaúcho, que defendiam os valores tradicionais.
e) de defesa do realismo e do naturalismo contra as velhas tendências românticas.

6. (Fuvest) No Brasil, a década de 20 foi um período em que:
a) velhos políticos da República, como Rui Barbosa, Pinheiro Machado e Hermes da Fonseca, alcançaram grande projeção nacional.
b) as forças de oposição às chamadas "oligarquias carcomidas" se organizaram, sem contudo apresentar alternativas de mudança.
c) as propostas de reforma permanecendo letra morta, não se configurou nenhuma polarização político-ideológica.
d) a aliança entre os partidos populares e as dissidências oligárquicas culminou com a derrubada da República Velha nas eleições de 1Ž de março de 1930.
e) ocorreram agitações sociais e políticas, movimentos armados, entre eles a Coluna Prestes, e várias propostas de reforma foram debatidas.

7. (Fuvest) A política do café, durante a Primeira República,
a) chegou ao auge do protecionismo com o Convênio de Taubaté passando depois a reger-se pelas leis do mercado.
b) procurou atender aos interesses dos cafeicultores através de constantes medidas de proteção ao produto.
c) pode ser equiparada à de outras produções agrícolas, todas elas amparadas por Planos de Defesa.
d) atendeu exclusivamente aos interesses dos grandes grupos internacionais, através dos Planos de Defesa.
e) foi dirigida pelo governo do Estado de São Paulo, enquanto o poder federal mantinha uma atitude distante e neutra.

8. (Fuvest-gv) No final do século XIX e início do século XX o Nordeste foi assolado pelos cangaceiros, bandos armados que roubavam, sequestravam e matavam em seu próprio benefício ou a serviço de chefes políticos.  Contribuíram para o aparecimento desse grande contingente de marginalizados:
a) os movimentos revolucionários republicanos dos fins do Império.
b) a grande migração de nordestinos para a colheita da borracha na Amazônia.
c) a propaganda da guerrilha comunista entre os camponeses.
d) o processo de urbanização e industrialização que expulsou muitos camponeses de suas terras.
e) a concentração da propriedade, o aumento demográfico e os efeitos da seca.

9. (Mackenzie) "Preocupado em derrubar as velhas oligarquias..., acabou utilizando os velhos costumes políticos de corrupção e coação, anteriormente criticados através de um novo elemento: as tropas federais (...). Substituindo uma oligarquia por outra, mantinha a desigualdade social, agora com novos beneficiados.”.
(Antônio Mendes Jr. e Ricardo Maranhão, BRASIL HISTÓRIA-REPÚBLICA, vol. III).
           
O texto relata um momento histórico do governo Hermes da Fonseca que se denominou:
a) Política do Café com Leite.
b) Política das Salvações.
c) "Funding-Loan".
d) Política Desenvolvimentista.
e) Socialização dos Prejuízos.

10. (Mackenzie) Na República Velha, ocorreu um extraordinário impulso à industrialização do Brasil: imigrantes chegavam em grandes levas, proporcionando mão-de-obra qualificada, novas técnicas de produção e ideias anarquistas e socialistas.
Sobre sociedade e economia nesse período, é incorreto afirmar que:
a) o principal centro da industrialização brasileira foi o Estado de São Paulo, onde aconteceu a greve geral de 1917, paralisando toda a Capital.
b) os setores urbanos, classe média e proletariado industrial, consolidaram a hegemonia das oligarquias agrárias durante o período.
c) em 1907, foi aprovada a Lei Adolfo Gordo, legalizando a expulsão de estrangeiros acusados de atentar contra a segurança nacional.
d) o anarquismo, difundido principalmente por imigrantes italianos, lutava pelo fim do Estado e melhores condições de trabalho.
e) a oferta de mão-de-obra era superior ao número de vagas nas empresas.

11. (Pucpr) Assim, enquanto Prestes aderia ao comunismo - mostrando, ao mesmo tempo, que a vitória de Getúlio Vargas significaria a mera substituição de uns grupos oligárquicos por outros no poder, (...) os "tenentes se deixavam envolver pela campanha da Aliança Liberal...”.
               
(Prestes, Anita Leocádia. "Uma epopeia brasileira - a Coluna Prestes", Editora Moderna, 1995, pág. 103)

Interpretando o texto e com ajuda de seus conhecimentos históricos, assinale a única alternativa correta:
a) Luiz Carlos Prestes, principal líder da "Coluna Prestes", pretendia derrubar o governo opressivo de Epitácio Pessoa.
b) a Aliança Liberal defendia a candidatura de Júlio Prestes, que governava São Paulo.
c) os Tenentes, expressão do movimento político do "Tenentismo", representavam a ideologia socialista e revolucionária.
d) os grupos oligárquicos substituídos representavam principalmente a cafeicultura.
e) A "Coluna Prestes" nunca foi completamente derrotada pelos legalistas, porque fazia a "guerra de posições", enquanto aqueles faziam a "guerra de movimento".

12. (Pus) Recentemente as páginas de um jornal paulista foram ocupadas pela polêmica entre um renomado filósofo e um conhecido político do nordeste brasileiro.  Este último foi apontado por seu debatedor como sendo praticante de "coronelismo".
A expressão "coronelismo", cunhada na década de 30, no Brasil, diz respeito a uma prática política que se define
a) pela articulação de governadores dos estados mais poderosos com o objetivo de sustentar algum candidato ao poder executivo.
b) pelo controle político regional exercido através de favorecimentos e constrangimentos pessoais.
c) pelo comando de "lobbies" no Congresso Nacional com a finalidade de assegurar posições pessoais.
d) pela aliança de proprietários de terras com setores politizados do Exército.
e) pela utilização de canais de comunicação de massa com objetivos políticos.

13. O anarquismo (anarco-sindicalismo), uma das correntes políticas do movimento operário na República Velha (1889 -1930), lutava:
a) pela organização do proletariado urbano em partidos políticos, como forma de pressionar o governo a adotar uma legislação trabalhista que defendesse os direitos dos trabalhadores contra a exploração capitalista.
b) pela eleição de líderes sindicais para o Congresso, onde poderiam defender melhor as reivindicações operárias contra os interesses oligárquicos e da burguesia industrial exploradora.
c) pela formação de sindicatos mais combativos e dispostos a negociar com a burguesia industrial a manutenção da propriedade privada e a participação dos operários nos lucros das fábricas.
d) pela cooperação com o Estado, desde que este respeitasse o direito de greve, a livre negociação do operariado em sindicatos e aprovasse leis que defendessem melhores condições de trabalho nas fábricas.
e) pelo fim do sistema capitalista, da divisão da sociedade em classes e da abolição da propriedade privada e do Estado através da ação direta do operariado organizado em sindicatos.

14. Com relação à revolução de 1930, do ponto de vista econômico-social, é possível afirmar que ela:
a) assinala o início da primazia política das classes médias sobre o Estado;
b) representa a derrota da burguesia mercantil diante das pressões conjuntas do campesinato e operariado urbano;
c) traduz a vitória do tenentismo, das camadas médias e dos segmentos industriais sobre os setores agroexportadores;
d) identifica a passagem para a dominação burguesa no Brasil, com a vitória dos grupos industriais;
e) significa o início do desenvolvimentismo e a decadência da agricultura de exportação.

15. (Uel) O coronelismo, fenômeno social e político típico da República Velha, embora suas raízes se encontrem no Império, foi decorrente da
a) promulgação da Constituição Republicana que institui a centralização administrativa, favorecendo nos Estados as fraudes eleitorais.
b) supremacia política dos Estados da região sul - possuidores de maior poder econômico - cuja força advinha da maior participação popular nas eleições.
c) montagem de modernas instituições - autonomia estadual, voto universal - sobre estruturas arcaicas, baseadas na grande propriedade rural e nos interesses particulares.
d) instituição da Comissão Verificadora de Poderes que possuía autonomia para determinar quem deveria ser diplomado deputado - reconhecendo os vitoriosos nas eleições.
e) predominância do poder federal sobre o estadual, que possibilitava ao governo manipular a população local e garantir à oligarquia a elaboração das leis.

16. (Ufmg) A POLÍTICA DOS GOVERNADORES, instituída no governo Campos Sales (1898-1902), significou a resolução da contradição instituída pela Constituição de 1891.
Essa contradição se dava entre
a) a naturalização compulsória e a livre escolha da cidadania brasileira.
b) a política de valorização do café e a indústria nascente.
c) o bicameralismo e a democracia indireta.
d) o federalismo e o presidencialismo.
e) os presidentes militares e os cafeicultores paulistas.

17. (Ufrrj) Segundo Anita Prestes, "o tenentismo vinha preencher o vazio deixado pela falta de lideranças civis aptas a conduzirem o processo revolucionário brasileiro que começava a sacudir as já caducas instituições políticas da República Velha".
                PRESTES, Anita. "A Coluna Prestes". São Paulo: Brasiliense, 1995, p. 73.

De acordo com o texto, é correto afirmar que
a) os "tenentes" queriam moralizar a vida política nacional, propondo uma ampla aliança de esquerda.
b) os "tenentes" queriam deixar de ser meros "jagunços" nas mãos das oligarquias estaduais, amparados por um programa democrático.
c) os "tenentes" queriam pôr fim à política democrática instaurada com a República Velha e promover um regime ditatorial, único capaz de finalizar o atraso econômico representado pelas antigas oligarquias cafeeiras.
d) os "tenentes" apresentaram-se como substitutos dos frágeis partidos políticos de oposição aos regimes oligárquicos e à desorganização da sociedade.
e) o tenentismo representou um movimento que buscava romper com a tradição de intervenção militar na política, presente desde a Proclamação da República.

18. (Ufsm)      Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia e por ele fizera a tolice de estudar inutilidades. Que lhe importavam os rios? Eram grandes? Pois que fossem... Em que contribuiria para a felicidade saber o nome dos heróis do Brasil? Em nada... O importante é que ele tivesse sido feliz. Foi? Não. Lembrou-se das suas coisas de tupi, do folk-lore, das suas tentativas agrícolas... restava disso tudo em sua alma uma satisfação? Nenhuma! Nenhuma! (...) A pátria que quisera ter era um mito; era um fantasma criado por ele no silêncio do seu gabinete.

Esse trecho, retirado de "Triste fim de Policarpo Quaresma", refere-se aos momentos finais da personagem central, vividos na consolidação da República. Do ponto de vista da história, esse drama é vivido também pelos
a) fazendeiros de café e cana-de-açúcar que veem, com pesar, o reordenamento econômico nacional no sentido da industrialização.
b) integrantes das classes médias urbanas que assistem, assustados, ao avanço da classe operária organizada.
c) intelectuais que se afastam da estética acadêmica e aspiram a uma arte nacional e popular.
d) membros das oligarquias rurais alijados do poder central que buscam um pacto de poder que favoreça seus interesses.
e) setores urbanos que vislumbram, na República, um regime político capaz de integrá-los à nação, proporcionando benefícios.

19. (Unesp) A República Brasileira, na última década do Século XIX, caminhava para a consolidação da oligarquia dos coronéis-fazendeiros. A crise econômico-financeira agravava as condições de vida na cidade e no campo. A rebelião de Canudos pode ser entendida como movimento de:
a) hesitação dos mandatários políticos em desfechar medidas repressivas contra a gente oprimida.
b) tensão social agravada pela expulsão dos camponeses que atuavam nas frentes pioneiras catarinenses e paranaenses.
c) resistência da população sertaneja contra a estrutura agrário-latifundiária e as medidas repressivas oficiais.
d) descontentamento dos fanáticos que buscavam efetivar práticas liberais burguesas.
e) rebeldia dos jagunços que se opunham à rede de açudes e às campanhas de combate às secas.

20. (Unitau) No governo Rodrigues Alves (1902-1906), ocorreu a revolta da vacina, que estava contextualizada:
a) na modernização e no saneamento do Rio de Janeiro.
b) na modernização e no saneamento do Brasil como um todo.
c) no combate às doenças epidêmicas promovido pela ONU.
d) na recepção aos imigrantes.
e) na oposição entre os setores rural e urbano.

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